Desenho de menina com cavalo e coração.

Voluntários ou profissionais remunerados na Equoterapia?

Olá! Vamos falar de uma assunto muito difícil, que divide opiniões e, logicamente, apresentarei o meu ponto de vista, à partir de minhas experiências.

Voluntários ou profissionais remunerados depende de uma série de fatores, dentre eles muito importantes o objetivo/missão do projeto e o  público que se pretende atender.

Como exemplo, posso citar a Cavalaria da Polícia Militar que desenvolve projetos de Equoterapia e contam com o apoio de voluntários profissionais devidamente registrados em seus respectivos conselhos. Sem a parceria com os profissionais voluntários ou com instituições educacionais, os tratamentos não seriam oferecidos de forma tão eficiente e sem custos para os praticantes.

Com o olhar para pessoas que precisam do tratamento e não possuem condições de custeá-lo, os voluntários são pessoas necessárias e retribuem ao mundo seus serviços gratuitamente, proporcionando qualidade de vida aos praticantes que não teriam esta oportunidade. 

O ponto negativo do voluntariado é a rotatividade de profissionais e a falta de compromisso de alguns. Quando alguém aceita desenvolver este trabalho precisa ter responsabilidade e comprometimento, afinal, é uma vida que está sendo atendida.

Quando pensamos em projetos particulares, ou que oferecem apenas algumas vagas gratuitas, é justo pensar em remuneração para cada profissional. Um profissional bem remunerado tem a possibilidade de se especializar e desenvolver um trabalho com continuidade. O ambiente de trabalho da Equoterapia exige pessoas preparadas e habituadas com os animais.

Não acho certo usar voluntários apenas para “quebrar gastos” em projetos. Mesmo quando os tratamentos são oferecidos sem custos para os praticantes, eu acho importante buscar estratégias para pagar os profissionais e valorizar a área. O Equoideias tem uma postagem sobre como buscar dinheiro para projetos…vale a pena ler!

Um grande abraço! Ω 

Silvana Gabriel Quintino Rodrigues