Amplitude e frequência do passo do cavalo.

Amplitude e Frequência do Passo do Cavalo

Amplitude e frequência do passo do cavalo.

O passo, por suas características é a andadura básica usada na Equoterapia. É o deslocamento dos membros do cavalo e, a frequência, está em função do comprimento do passo e da velocidade da andadura.

Analisando o deslocamento de um cavalo passo a passo, ao final do primeiro minuto, será possível obter quantas passadas foram realizadas, que podem variar de 48 a 70. O cavalo é considerado de frequência baixa se sua média de passadas for igual ou inferior a 56 passos por minuto. E alta, se for superior a 56 passos por minuto. 

O passo se caracteriza por:

  • Andadura rolada ou marchada, sempre existe um ou mais membros em contato com o solo, não possuindo tempo de suspensão;
  • Andadura ritmada, cadenciada a quatro tempos, isto é, ela se produz sempre no mesmo ritmo e na mesma cadência. Entre o elevar e o pousar de um membro se ouvem quatro batidas distintas, nítidas e compassadas, que correspondem ao pousar dos membros do animal;
  • Andadura simétrica, todos os movimentos produzidos de um lado do animal se reproduzem de forma igual e simétrica do outro lado, em relação ao seu eixo longitudinal;
  • Andadura mais lenta, em consequência as reações que por ela se produz são mais lentas, mais fracas, resultando em menores reações sobre o cavaleiro e mais duradouras.

Os tipos de amplitude de passada do cavalo são classificados em:

  • Transpistar, quando o cavalo apresenta um comprimento de passo longo e sua pegada ultrapassa a marca da pegada anterior;
  • Sobrepistar, quando o cavalo possui uma amplitude média, sua pegada coincide com a marca da pegada anterior;
  • Antepistar, quando o cavalo apresenta um comprimento de passo curto e sua pegada antecede a marca da pegada anterior.

São reconhecidos pela Federação Equestre Internacional os seguintes passos: 

Passo reunido

O cavalo conservando-se “na mão”, move-se resolutamente para frente com seu pescoço sustentado e arredondado e, demonstrando uma nítida auto-sustentação.

A cabeça aproxima-se da posição vertical, devendo ser mantido leve contato com a boca. Os posteriores engajam-se sob a massa com uma boa ação dos jarretes. A andadura deverá manter-se marchada e enérgica, com uma sucessão regular do pousar dos membros.

Cada passada cobrirá menos terreno e será mais elevada que no passo médio porque as articulações se dobram com mais intensidade. O passo reunido é mais curto que o passo médio, embora mostrando mais atividade. O cavalo antepista-se ou quando muito sobrepista-se.

Passo Médio

É um passo claro, regular e fácil, com um alongamento médio. O cavalo conservando-se “na mão” marcha energeticamente, porém descontraído, num passo igual e determinado, os posteriores apoiando-se no solo à frente das marcas dos anteriores (ou sobrepista) o cavaleiro conserva um contato leve, macio e constante com a boca de seu cavalo, permitindo o movimento natural da cabeça e do pescoço.

Passo alongado

O cavalo cobre o máximo de terreno possível, sem precipitação e sem perder a regularidade de suas batidas. Os posteriores pousam nitidamente à frente das marcas dos anteriores. O cavaleiro permite que o cavalo alongue seu pescoço e avance sua cabeça (para frente e para baixo) sem, todavia, perder o contato com a boca e o controle da nuca. O chanfro deve estar nitidamente à frente da vertical.

Passo Livre

O passo livre é um andamento de repouso no qual se deixa ao cavalo inteira liberdade para baixar a cabeça e estender o pescoço. Quando o pescoço alonga para frente e para baixo, a boca deverá atingir mais ou menos a linha horizontal correspondente às espáduas. Um contato consistente e elástico com as mãos do cavaleiro deve ser mantido. A andadura deve manter seu ritmo e o cavalo deve permanecer leve nas espáduas, com os posteriores bem engajados.

Abraços,

Silvana Gabriel Quintino Rodrigues ♥Ω